PIRATARIA FASHION

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“É o último modelo, pode levar!” me garantiu o garoto, com um relógio digital branco com detalhes em preto, da “Puma”, na mão. Antes que perguntem, não era um vendedor da loja do shopping. Sim, eu estava mesmo andando pelo centro do Recife, no meio de todo aquele comércio informal (leia-se camelô) e parei para olhar as réplicas de relógios da Puma, Adidas, Gucci e até Chanel!

Impressionante como é divertido passear uma vez ou outra – bem uma vez ou outra! – pela cidade. As “grandes marcas” invadem as barraquinhas, e não faltam tênis, camisas, mochilas, relógios e tantas outras imitações de grifes de luxo. E, o melhor de tudo é observar como os vendedores nos orientam com suas afirmações sobre as novas tendências. Exagerando um bocado, estamos quase chegando perto da famosa 25 de março. Pena que eu não estava com a máquina durante essas andanças.

E não é que o menino tinha razão? Algum tempo depois, já no shopping, parei pra reparar nos modelos vendidos pelas lojas, e, pelo menos os da Puma que eu vi na rua, realmente seguem a tendência dos seus autênticos. Vejam só, não é apenas Tropa de Elite, que é fenômeno de pirataria por aqui. Mas, será que comprar um adidaszinho fake também vai de encontro com a questão dos direitos autorais e da propriedade intelectual?

 

 

 

 

 

 

 

Claro, claro que vai de encontro sim. Foi só uma brincadeira, hein…

postado por Roberta Holder

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Uma resposta para “PIRATARIA FASHION

  1. Pois é, a minha pergunta é: como é que eles conseguem fazer um relógio fake idêntico ao original, pelo menos no que tange o aspecto visual? Por isso, como na lógica da pirataria, e aí posso falar com mais propriedade (não fazendo aqui nenhuma brincadeira com as palavras hehehe), falando em dvd e cd, sabemos que existem espiões no meio, nas fábricas e estúdios de gravação, uma pessoa sem escrúpulos, que rouba as informações e repassa para o mercado “negro”. Acredito que no caso das roupas, sapatos e relógios de grife, o esquema deve ser praticamente o mesmo. O do filme Tropa de Elite foi justamente por aí, o direitor e junto com a sua equipe mandaram o filme para uns parceiros no exterior e esses foram os responsáveis por distribuir o filme no mundo todo, inclusive, no Brasil, onde o filme estreia esse final de semana. Entretanto, estima-se que o filme pirateado foi visto por mais de 1,5 milhão pessoas (pasmem). E o diretor, José Padilha, garante que não mudou nada do filme para a sua estréia em solos tupiniquins. Eu acredito que esse será o maior sucesso de bilheteria do cinema no Brasil, contrariando aqueles que acham que pirataria só atrapalha. Eu pelo contrário, acho que só ajuda, mas é claro, sabendo usá-la para o seu favor.

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